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Transição 6x1 para 5x2: como migrar sem estourar a folha

Seis etapas para sair da 6x1 até a vigência das 42h, já preparando a fase de 40h. Com checklist de prontidão e calculadora no meio do caminho.

PrazoFaltam — dias para a 5x2 com teto de 42h. Contratar, treinar e publicar novas escalas costuma levar de 30 a 60 dias: o planejamento precisa começar agora.

1. Medir o tamanho do problema

Antes de mexer em qualquer escala, descubra quantas pessoas estão hoje na 6x1 ou acima de 40 horas, por setor e por unidade. É esse número que define se a transição é um ajuste ou um projeto.

Quantas pessoas estão na 6x1 hoje?
contratações estimadas · 40h—

2. Levantar as escalas atuais

Reúna escalas, relatórios de ponto e a convenção coletiva de cada categoria. O objetivo é ver a operação real, não a escala no papel: horas extras recorrentes, folgas trocadas e postos que só fecham porque alguém dobra o turno.

  • Escalas por setor e turno dos últimos 3 meses
  • Relatório de horas extras e banco de horas
  • Convenção ou acordo coletivo vigente
  • Picos de demanda por dia da semana e horário

3. Calcular os cenários

Calcule pelo menos dois cenários para cada setor: redistribuir as horas (turnos mais longos, menos contratações) e manter a presença diária (mesmo número de pessoas por dia, mais contratações). O número certo costuma estar entre os dois, e muda por função.

Faça a conta para as duas fases. Contratar só para 42h e descobrir o buraco na fase de 40h é o erro mais caro da transição.

4. Redesenhar por função

Escala boa não é a mesma para todo mundo. Posto fixo (portaria, caixa, leito) precisa de cobertura constante; função com demanda variável aceita escalas escalonadas. Veja como montar no guia de escala 5x2.

5. Acordo coletivo e contratos

Mudanças de jornada, compensação de horas e trabalho aos domingos podem exigir aditivos contratuais e negociação com o sindicato. Leve o desenho da escala pronto para a negociação: isso encurta a conversa e evita aceitar uma proposta que não fecha na operação.

Valide com o jurídicoAditivos contratuais e acordos coletivos devem ser revisados por advogado trabalhista. A consultoria prepara o desenho operacional; o jurídico garante a forma.

6. Comunicar e implantar

Comunique primeiro às lideranças, depois às equipes, com a escala nova em mãos. Explique o que muda na rotina de cada pessoa e publique com antecedência. Acompanhe as primeiras semanas de perto: é quando aparecem os buracos de cobertura.

Checklist de prontidão 5x2

Marque o que sua empresa já tem pronto:

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10 itens · 1 minuto

Erros mais comuns

Erro 01

Planejar só para 42h

Em pouco mais de um ano a conta muda de novo. Contrate pensando nas 40h.

Erro 02

Cobrir com hora extra

Resolve no primeiro mês e vira custo fixo e risco trabalhista no sexto.

Erro 03

Mesma escala para todos

Posto fixo e função variável pedem desenhos diferentes.

Erro 04

Comunicar antes de ter a escala

Gera ansiedade e boato. Anuncie com a escala nova na mão.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a transição da 6x1 para a 5x2?

Para uma operação média, de 4 a 10 semanas entre levantamento, redesenho, contratação e implantação. Por isso o planejamento precisa começar bem antes da data de vigência.

Preciso de acordo coletivo para mudar a escala?

Depende da categoria e do que muda. Compensação de jornada, banco de horas e trabalho aos domingos costumam ter regras na convenção coletiva. Valide com o jurídico antes de implantar.

Posso fazer a transição aos poucos, por unidade?

Sim, desde que todas cheguem adequadas à data de vigência. Começar por uma unidade-piloto ajuda a ajustar o modelo antes de replicar.

A hora extra pode cobrir a diferença?

Como solução temporária, pode; como modelo permanente, encarece a folha e aumenta o risco trabalhista. O ideal é usar hora extra só para picos.

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O prazo é fixo. O custo não precisa ser surpresa.

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